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"Singular" - Comentários de Chico Amaral
Autor: Chico Amaral
Data: 2007-01-01

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1. "Singular"
Por volta de 98, meu interesse se dirigiu para o jazz e para as composições do Clube da Esquina. “Singular” é fruto disso. Tentei colocar no “B” (segunda parte) um pouco de imaginação, à maneira de Beto Guedes. Se Oswald de Andrade criou a metáfora lancinante, penso que Beto criou o “B” lancinante.

2. "Sambage à Trois"
Nasceu do flerte do piano com o samba-jazz. O título sugere, sem dúvida, um triângulo amoroso. Digamos que o terceiro elemento seja, então, o afro-samba, tanto de Baden quanto de Moacir Santos. É claro que não pensei, para o título, em nada disso. É apenas um samba em 3/4.

3. "Sobe o Verão"
Canção com cara de cinema, com certeza. Sempre pensei num trompete fazendo o tema. Pra ser sincero, pensei em Chet Baker! Por estas voltas que o mundo dá, acabamos noutro formato.

4. "Tempo de Samba"
Música de Leo Minax, mineiro radicado em Madrid. A letra em português é minha, a versão em espanhol é do Leo. Que além de cantar, apresentou um espécime novinho de violão “gemedeira”. Eu, você, nós dois, já temos nosso samba.

5. "Maio"
Que tinha o título cabotino “Parabéns Para Mim”, por ter sido feita no dia do meu aniversário. Foi composta também no piano. Ed Motta foi quem despertou em mim o interesse por grooves pianísticos, tal como o da introdução desta música.

6. "Duas Marias"
Música composta no violão, mais tarde ganhou esse arranjo para o piano. Acho que é uma canção mineira. Tive coragem de mostrá-la pra Toninho Horta, certa vez, em sua casa, no violão!

7. "Panamericana"
Canção em 6/8 e rock’n roll no final. “Não vale nada essa estrada”, diz a letra original. Frequentemente a gente começa uma coisa em tom de elegia e acaba desancando o objeto de nossa admiração.

8. "Tateando"
O piano é, fácilmente, a maior invenção da humanidade, depois do analgésico. Foi através dele que eu conheci as fugas de Bach, os prelúdios de Chopin, etc. “Tateando” lança mão de um artifício que eu vinha praticando no sax: você dá uma nota “fora” e depois “entra” no acorde.

9. "Boca"
Pedi ao Leo Minax (pronuncia-se “mináquis”) para fazer a letra. No arranjo, o especial do meio foi idéia do Lincoln Cheib (mando através dele um abraço a todos os músicos, meus amigos; todos foram geniais). No código genético de “Boca” com certeza estão Milton e Edu. A música se desenhou no violão em rapidíssimos minutos.

10. "Borboleta"
Balada com interpretação de sopros e improviso de piano. Pra gente ir ao balcão e dar boa noite ao barman.

11. "Balancim"
Não parece, mas foi feita no violão. Quando a gente passou para o sax, deu certo. É gostosa de tocar no show.

12. "Lobo"
Um dos grandes discos que conheço é o de Edu Lobo: “Sérgio Mendes Presents Edu Lobo”; esta composição homenageia este trabalho.

13. 'Bodas"
Uma canção é uma canção é uma canção pop mesmo. Nessa área, como nas demais, é muito difícil acertar. Antes de terminar a composição, ela já me fazia lembrar o Samuel. Ultimamente ele vem buscando, com o Skank, a canção pop sofisticada, como nos Beatles, em Brian Wilson ou em Lô Borges.




 






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